Beatnik de Boutik
Friday, July 23, 2010
Tuesday, February 03, 2009
Concorda? Com corda ou sem é punk do mesmo jeito
Uma só é suficiente
paraquedas na sua mente
insana
a neblina que fascina
traz a era assassina
mas temos fé no veneno
andamos alto neste mundo pequeno
o que foi construído em sete dias
destruo em uma hora de mãos vazias
rezando
a garantia da vida é a cinza da certeza como contato
doses altas de prazer e alívio imediato
queimando
Olhos vidrados por uma paixão punk,
Coração empedrado por um amor junk
pulsando
If Tom Waits. I can´t
paraquedas na sua mente
insana
a neblina que fascina
traz a era assassina
mas temos fé no veneno
andamos alto neste mundo pequeno
o que foi construído em sete dias
destruo em uma hora de mãos vazias
rezando
a garantia da vida é a cinza da certeza como contato
doses altas de prazer e alívio imediato
queimando
Olhos vidrados por uma paixão punk,
Coração empedrado por um amor junk
pulsando
If Tom Waits. I can´t
Saturday, October 27, 2007
Sô Frida, Kahlo por aqui
Se o triângulo tem três ângulos
sou quadrado e sem rumo
perdido no tempo e ausente no espaço
aos poucos me desfaço
me desvelo transparente
interpreto meus passos
presente em meu passado
me revelo no relevo da vida
da minha ida não levo nada
e da minha volta me revolto
minha alma é minha lama
mas acalma minha volta sem ida
revolta apartada - partida?
dado viciado grande jogada
se é pra mentir:
minha alma é penada
não teme despedidas
jogada na vida sabe que morre
sô Frida, Kahlo por aqui.
Reverendo Jayme Camargo e Vado Vergara
sou quadrado e sem rumo
perdido no tempo e ausente no espaço
aos poucos me desfaço
me desvelo transparente
interpreto meus passos
presente em meu passado
me revelo no relevo da vida
da minha ida não levo nada
e da minha volta me revolto
minha alma é minha lama
mas acalma minha volta sem ida
revolta apartada - partida?
dado viciado grande jogada
se é pra mentir:
minha alma é penada
não teme despedidas
jogada na vida sabe que morre
sô Frida, Kahlo por aqui.
Reverendo Jayme Camargo e Vado Vergara
Tuesday, August 28, 2007
Pérola. P é rola
Um homem de bom gosto
Esconde sua opção nas calças
Só demonstra o que está escondido
Para aqueles que se mostrarem curiosos
Suporta o peso do corpo, pesando sua cabeça
O vermelho sangue bomba nas veias dando náusea
De tanto ser molestado regurgita todo o pesar possível
Da petite mort esquece o que é vida, e está só novamente
Esconde sua opção nas calças
Só demonstra o que está escondido
Para aqueles que se mostrarem curiosos
Suporta o peso do corpo, pesando sua cabeça
O vermelho sangue bomba nas veias dando náusea
De tanto ser molestado regurgita todo o pesar possível
Da petite mort esquece o que é vida, e está só novamente
Saturday, July 07, 2007
Bizarro
Demônios da garoa pingam lenta mente
Sangram por demência e Cia. Ltda.
Abrevia a via e destrói ou rói
Lê Coq Sportif, Lê Cheval
Ces’t bizarre
Puta que pariu, merde...
GOD IS A DOG
-DEUS ESTÁ EM TODO LUGAR?
-SIM
-DEUS ESTÁ DENTRO DE UM SACO PLÁSTICO?
-SIM.
-ELE ESCREVE CERTO POR LINHAS TORTAS?
-FIM.
-SIM
-DEUS ESTÁ DENTRO DE UM SACO PLÁSTICO?
-SIM.
-ELE ESCREVE CERTO POR LINHAS TORTAS?
-FIM.
Friday, July 06, 2007
Caçando às bruxas
O amor tece a teia da garganta
A paixão queima na fogueira das vaidades
O ódio é um amor infantil
Quem sabe um dia ela volte...
Friday, June 01, 2007
Nós, Nozes & Mulheres
Eu acredito no amor. Eu, acredito no amor. Eu acredito no amor. Eu, acredito no amor. Eu acredito no amor. Eu, acredito no amor. Eu acredito no amor. Eu acredito no amor, acredito. Eu acredito no amor, no amor. Eu acredito no amor, acredito no amor. EU ACREDITO NO AMOR!!!
Entre penhascos e teias, sob sereias e estrelas escuto um eco. Estou sozinho, de quem é essa voz? Cai a minha primeira máscara. Reconheço toda minha fragilidade e não demonstro. Sou frágil como um espinho de uma flor. O eco responde e tento conversar, ninguém me ouve.
Me olho com vergonha no espelho, ele me julga silenciosamente, me devora com seu olhar furioso, porém contido. Exibe vulgarmente todo seu poder, me humilha. Me rastejo até ele, respiro fundo com uma lentidão mórbida e o quebro com toda força da falta da razão. Sou um quebra-cabeça agora. Tento montar, mas não consigo. Me corto apenas para observar o sangue correr das minhas veias nada virginais. Quebro a cruz e retiro os pregos, as chagas permanecem bem como a coroa. Sinto o cheiro de sangue. Isso mesmo, o cheiro do meu sangue. Sangue com cheiro de vida.
Sinto como o mundo tivesse na minha barriga e que fosse nascer em uma semana. Sempre quis ser mãe, para abraçar meu filho e dizer quanto o amo. Quero ser mãe, para ser chamada de mãe, para o mundo me chamar de mãe. Quero o amor de todos os filhos, inclusive os filhos-da-puta. Sangue com cheiro de vida. Escorre pelo meu rosto uma lágrima de felicidade, acho que estou feliz. Anseio o espinho, assim como o amor e suas lágrimas, a morte e suas lástimas, a vida... a vida e suas reticências.
Caminho entre as circunstâncias e meus ouvidos não absorvem, apenas filtram o mundo. Experiências dúbias, porém prazerosas(dolorosas?). Me escondo em palavras que me desnudam. A platéia aplaude e fujo. A nudez é dolorida. E o público aplaude e ovaciona meu desespero: “Bravo, bravo”. Tento frustrada me cobrir. De nada adianta, eles continuam a aplaudir. Até acredito que sou brava, mas devolvam meu vestido ou qualquer pedaço de pano. Os olhos cansados rejeitam minha própria nudez, enquanto outros olhos encantam-se com ela. Rezo para que tudo isso passe logo. Sofram com vossa nudez, peço timidamente. Alguém me escuta? Aplausos, aplausos...
Ateu pecador e batizado. O amor diluído em colheres sujas e tomado em doses homeopáticas. Aplausos e rezas me redimem de qualquer pecado. Castigo besta e idiota, consciência ignorante. Tolerância, é nisto que acredito, tolerância. Se me derem tolerância eu acreditarei no amor. Eu amo o amor, mas o que ele tem contra mim. Gosto tanto dele e ele me despreza. A minha sina é gostar de quem não gosta de mim. Olho novamente no espelho quebrado e repito resfolegante três vezes: “eu gosto de mim, eu gosto de mim, eu gosto...”, ele me fita desconfiado depois de ter escutado tudo que eu disse, e nada responde. Sou o eco. Sou o espelho, sou a cruz, sou a mãe, sou uma prostituta, sou a reza, sou o castigo?
Retiro cuidadosamente a sétima e última máscara, sonho todos os meus sonhos, monto o espelho com os cacos que sobraram e caminho. Caminho até ficar cansado, até os meus pés descalços criarem bolhas, caminho todo um deserto qualquer e bebo meu suor, tento fugir de toda as ilhas às quais me condenei. Prefiro a coincidência ao destino. Danço a valsa de uma velha e esforçada caixa de música, a bailarina sorri para mim. De todo o banquete servido, dou apenas uma insignificante mordida numa maçã. Fico bêbado com o sumo de um amor breve e ressuscito a cada dia questionando a pressa das horas e a longevidade dos dias.
Eu acredito no amor?
Com amor,
Vado
Entre penhascos e teias, sob sereias e estrelas escuto um eco. Estou sozinho, de quem é essa voz? Cai a minha primeira máscara. Reconheço toda minha fragilidade e não demonstro. Sou frágil como um espinho de uma flor. O eco responde e tento conversar, ninguém me ouve.
Me olho com vergonha no espelho, ele me julga silenciosamente, me devora com seu olhar furioso, porém contido. Exibe vulgarmente todo seu poder, me humilha. Me rastejo até ele, respiro fundo com uma lentidão mórbida e o quebro com toda força da falta da razão. Sou um quebra-cabeça agora. Tento montar, mas não consigo. Me corto apenas para observar o sangue correr das minhas veias nada virginais. Quebro a cruz e retiro os pregos, as chagas permanecem bem como a coroa. Sinto o cheiro de sangue. Isso mesmo, o cheiro do meu sangue. Sangue com cheiro de vida.
Sinto como o mundo tivesse na minha barriga e que fosse nascer em uma semana. Sempre quis ser mãe, para abraçar meu filho e dizer quanto o amo. Quero ser mãe, para ser chamada de mãe, para o mundo me chamar de mãe. Quero o amor de todos os filhos, inclusive os filhos-da-puta. Sangue com cheiro de vida. Escorre pelo meu rosto uma lágrima de felicidade, acho que estou feliz. Anseio o espinho, assim como o amor e suas lágrimas, a morte e suas lástimas, a vida... a vida e suas reticências.
Caminho entre as circunstâncias e meus ouvidos não absorvem, apenas filtram o mundo. Experiências dúbias, porém prazerosas(dolorosas?). Me escondo em palavras que me desnudam. A platéia aplaude e fujo. A nudez é dolorida. E o público aplaude e ovaciona meu desespero: “Bravo, bravo”. Tento frustrada me cobrir. De nada adianta, eles continuam a aplaudir. Até acredito que sou brava, mas devolvam meu vestido ou qualquer pedaço de pano. Os olhos cansados rejeitam minha própria nudez, enquanto outros olhos encantam-se com ela. Rezo para que tudo isso passe logo. Sofram com vossa nudez, peço timidamente. Alguém me escuta? Aplausos, aplausos...
Ateu pecador e batizado. O amor diluído em colheres sujas e tomado em doses homeopáticas. Aplausos e rezas me redimem de qualquer pecado. Castigo besta e idiota, consciência ignorante. Tolerância, é nisto que acredito, tolerância. Se me derem tolerância eu acreditarei no amor. Eu amo o amor, mas o que ele tem contra mim. Gosto tanto dele e ele me despreza. A minha sina é gostar de quem não gosta de mim. Olho novamente no espelho quebrado e repito resfolegante três vezes: “eu gosto de mim, eu gosto de mim, eu gosto...”, ele me fita desconfiado depois de ter escutado tudo que eu disse, e nada responde. Sou o eco. Sou o espelho, sou a cruz, sou a mãe, sou uma prostituta, sou a reza, sou o castigo?
Retiro cuidadosamente a sétima e última máscara, sonho todos os meus sonhos, monto o espelho com os cacos que sobraram e caminho. Caminho até ficar cansado, até os meus pés descalços criarem bolhas, caminho todo um deserto qualquer e bebo meu suor, tento fugir de toda as ilhas às quais me condenei. Prefiro a coincidência ao destino. Danço a valsa de uma velha e esforçada caixa de música, a bailarina sorri para mim. De todo o banquete servido, dou apenas uma insignificante mordida numa maçã. Fico bêbado com o sumo de um amor breve e ressuscito a cada dia questionando a pressa das horas e a longevidade dos dias.
Eu acredito no amor?
Com amor,
Vado
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